Vir para o Marrocos e não ir a nenhuma Medina Marroquina é praticamente a mesma coisa que não vir ao Marrocos. Medina significa cidade velha, o início de todas as cidades, o velho mundo árabe. É um emaranhado de ruelas que formam um grande labirinto e, dentro da Medina, temos de tudo: lojas, produtos, serviços, mercados, feiras, açougues, casas, padarias, hammam – que são os locais de banho públicos, separados para homens e mulheres, onde todo mundo pode ir tomar banho (já que algumas casas não tem estrutura de banheiro/chuveiro).

As Medinas estão sempre atrás de grandes muralhas e têm várias entradas com grandes portais imensos, algumas vezes trabalhados com mosaicos e outras vezes não. É lá que vemos as antigas tradições ainda presentes. Em 99,99% dos casos, você precisa de um guia para andar lá dentro, caso contrário, a possibilidade de você não sair é imensa! É realmente um labirinto, especialmente a de Fes, a maior Medina do mundo árabe. Mas é um passeio incrível!

São tantas lojinhas de coisas para casa, enfeites, roupas típicas, kaftans, babouches, óleo de árgan, bolsas… as mina pira! Mas você vai ter que se espremer pelas ruelas dividindo espaço com todos os outros turistas, além de carros e lambretinhas, o principal meio de transporte dentro das medinas. São várias motinhos zunindo de um lado para o outro, com homens carregados de mercadorias, sacolas, ferramentas, três pessoas na mesma moto. Loucura!

É também lá que encontramos os fornos comunitários. Árabe gosta mesmo de um belo pão caseiro. Porém, algumas casas não têm forno a lenha, do jeito que tem que ser assado o pão, então você vai até o forno comunitário com sua massa de pão já crescida, faz um tipo de marcação que mostre que aquele pão é seu, tipo 3 furinhos, 4 tracinhos, um X, porque todos os pães, incrivelmente, são idênticos, e deixa lá para o responsável assar. E depois volta para pegar seus pães quentinhos. Não é o máximo??

O que poucos sabem é que no Marrocos os muçulmanos são a grande maioria, porém eles dividem pacificamente espaço com os judeus. Em toda a cidade existem cemitérios muçulmanos e judeus, muitas vezes, um na frente do outro. E na Medina é a mesma coisa. De um lado, Medina islâmica. Do outro, Medina dos judeus, chamada de Mellah. Nas mesquitas não entram pessoas que não são muçulmanas, porém nas sinagogas (algumas) a  visitação é livre para todos.

É um passeio que nos leva para dentro dos livros de história do colégio, quando estudávamos as antigas civilizações, o começo das cidades, o início de tudo. Vale a pena! E eles adoram brasileiros! Se eles perceberem que você é brasileiro, certamente você vai ouvir muito “Ronaldinho!” “Neymar!” “Brasil! Obrigado!”.

E aí, topa o rolê pelas Medinas com a gente? Entre em contato e peça o seu roteiro que a gente te conta mais!