O Marrocos é um país seguro, com um povo amistoso e super hospitaleiro e viajar para o país com uma agência especializada que conheça o caminho das pedras maximiza a sua viagem, evitando desconfortos, perdas de tempo e idas a lugares que não convém. Porém, encontramos algumas situações desconfortáveis nas andanças marroquinas, como falsos guias, problemas de comunicação por conta da língua e alguns “pequenos golpes”, como na hora de negociar. Dificilmente você se sentirá em perigo no Marrocos, mas certamente se sentirá constrangido em algumas situações em que, pela diferença de cultura e idioma, ficamos vulneráveis a possíveis golpes.

É importante falarmos sobre isso porque é possível, sim, vir ao Marrocos e não passar por situações como essas. A primeira forma é estar acompanhado de quem realmente conhece o Marrocos. Mas, caso você encare a aventura de vir sozinho siga as nossas dicas e volte ao Brasil sem nenhuma história ruim para contar!

Não caia no conto do amigo

Em cidades como Marrakech é comum, em várias esquinas, vielas e ruas estreitas ouvirmos gritos de “amigo, amigo, where are you from?”. Se isso acontecer com você, apenas ignore. Pode parecer rude, mas se você responder entrará em uma situação chata de sair. Muito provavelmente o homem que te abordou perguntará se você quer conhecer uma loja ou restaurante próximo, será super simpático e depois, quando você negar comprar algo ele pode “perder a simpatia”, entende? Vai por mim, ao ouvir a primeira abordagem, finja que não é com você e continue seu caminho.

Não pegue táxi sem taxímetro

Se você precisar de um táxi exija que ele ligue o taxímetro ou use o serviço de rádio táxi. Nesse caso, você vai precisar saber o número de telefone e ter um chip que faça ligações. Muitos carros rodam sem taxímetro e se você entrar em um, vai precisar ter paciência para barganhar o valor, por com toda certeza o motorista cobrará muito mais do que a corrida vale. Fique atento e, se por acaso, a cidade onde você estiver não tiver táxi com taxímetro, tenha em mente o valor que você quer pagar pela corrida e negocie.

Nunca, jamais, de jeito nenhum, vá sem guia ao deserto

É sempre bom economizar durante a viagem. Mas deixe a economia para restaurantes, passeios e presentes. Nunca, jamais, never more caia na cilada de economizar na ida ao deserto. Já ouvimos casos de turistas que foram de ônibus até Merzuga e de lá pegaram um táxi para o hotel. Mas o taxista não os levou ao hotel certo, mas sim a um outro muito mais caro, onde provavelmente ele recebeu uma gorda comissão. Existem muitas histórias como essa no Deserto e fora dele também e nem precisa de muita coisa para assustar um turista nessa condição: sozinho, cercado pelo nada, sem falar uma palavra em árabe. Para evitar essas situações, feche a sua viagem com antecedência, contrate um guia e transfer de confiança e reserve antecipadamente o hotel.

Cuidado com o falso guia

É inevitável. Basta olhar um mapa ou fazer cara de perdido na medina para “brotar” um suposto guia na sua frente, pronto para te levar onde precisa. Não caia nessa! Pode ser meio irresistível, já que você está perdido e a pessoa na sua frente é divertida, simpática e sabe exatamente onde fica o lugar que você quer ir. O problema é que até chegar onde você precisa, ele fará um passeio com você pela medina, te levará em lojas no souk e ao final, cobrará caro pelo city tour que você não solicitou. Para evitar, a melhor saída é contratar um serviço de guia. Mas se você prefere fazer tudo sozinho, use e abuse dos serviços de mapas no celular e mantenha a calma caso demore um pouco para se localizar. Em Marrakech, nos muros da medina e em cima de algumas vielas, nos arcos de passagem, há placas e indicações com os principais locais, como Praça Jamaa El Fna, Medersa Ben Youssef, Palais Bahia, Ensemble Artisanal. Siga essas setas e você logo chegará a um local seguro onde pode chamar um táxi, um tuk tuk ou mesmo ir sozinho para seu hotel

Não se sinta obrigado a dar gorjetas

Nos locais mais turísticos, como a praça Jemaa el-Fna, em Marrakech, é comum turistas se sentirem pressionados a dar gorjetas. Basta olhar com curiosidade para o encantador de serpentes, para o adestrador de macacos ou ainda para as senhoras que oferecem tatuagem de henna que, rapidamente, eles farão você se sentir na obrigação de desembolsar muito mais do que trocados. Muitas vezes o valor que é pedido é muito mais alto do que o normal de gorjeta, chegando a até 30 euros no caso das tatuagens de henna. Não caia nessa! Turista não é obrigado a pagar nada só para admirar e, caso você sinta vontade de contribuir, o valor é livre, não caia no pedido exagerado por mais dinheiro. Lembre-se de que assim como acontece no Brasil, em algumas regiões que o turismo é a principal fonte de renda, no Marrocos também tem quem queira se dar a qualquer custo e turista é sempre um alvo fácil. Fique atento!